" "O tempo cura"
Taí uma frasetrashclichê que tu me fazes parar pra analisar (analisar? que direito tenho?). O tempo sempre cura. Cura? Não. A gente se despede pra nunca mais se ver, vira de costas com uma vontade de parar com tal negação que chega a doer, e como consolo, essa frase me vem à cabeça. "O tempo cura", penso eu.
Então o tempo passa, a gente se envolve, desenvolve e se despede novamente. A dor de sempre. Mas "O tempo cura", penso eu. E essa despedida, com ambos obstinados ao fim da relação, torna-se a última. Seria a hora da cura. A espera inútil da cura logo transforma-se numa tentativa interna desesperada de negação daquilo que sinto. E essa tentativa não falhou. Vivo tranquila e feliz sem ti, e nada me falta.
Porém, volta e meia minha mente volta às lembranças de nós dois, e meu coração vai junto. Entre Floyds, Valenças e pelúcias, você está sempre por aqui. Pequenas lembranças que numa madrugada fria ou num dia ocioso fazem abrir cicatrizes ilusórias, e ao me entregar ao choro, consigo surpreender a mim mesma com o encontro com o que tem de mais absoluto e grande dentro de mim: você."
Dia ocioso, férias, depressão, nostalgia... Não tinha como sair um texto não direcionado (Ai, que frase feia).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
amei
ResponderExcluirO tempo não cura, apenas nos acostuma. Já teve a infelicidade de pensar que mesmo que você vire a ampulheta, o tempo não volta?
ResponderExcluirAdorei, de novo. Sabia que esse texto me lembra muito uma pessoa... eu! haha
Parabéns!
"Entre Floyd, Valença e pelúcias". A nostalgia é um sentimento escroto, essa é a verdade, e normalmente ela não fica solitária, ela vem acompanhada da nostalgia do outro. É um sentimento que envolve e amarra, parece até mesmo o amor, só que de muitos lados negativos e poucos positivos, como as lembranças.
ResponderExcluir"Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Seja antes ou depois
Eterna Love Song de nós dois..."