Tragava a fumaça daquele filtro branco insatisfeita - era o único disponível no bar e eu odiava Free. Tragava-a o máximo possível, tentando tornar aquele tubinho de nicotina mais forte do que era. Tragava-a me sentindo a pessoa mais densa do mundo. Doente e feliz. Muito feliz, e doentiamente pensava que se morresse naqueles minutos, morreria feliz. Doente não só da cabeça, fisicamente também. Acordara com uma gripe avassaladora que me impedia sequer de falar, muito menos me levantar. Mas o fiz.
O fiz porque o que me tornava tão doentiamente feliz estava do meu lado. O que eu mais queria e a única coisa que precisava no momento. Iria alcançá-lo onde estivesse, e o faria o mais rápido possível.
Parecia uma viagem. Em alguns momentos eu estava ali, do seu lado, tocando na sua pele que fervia - creio que fosse febre. A pele me queimava. Era bom. Não tinha medo por mim e nem por ele, ambos estávamos igualmente mal - mas eu piorava um pouco a minha situação fumando como uma chaminé. Estou fazendo-o agora. Não tinha medo e, caso o sentisse, não sentiria medo de senti-lo. Ele iria me proteger. Ou não, nem sempre era de seu feitio fazê-lo. Mas que importava?
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que texto ambiguo (nao, nao foi um comentario negativo)
ResponderExcluirnunca vomitei um texto tão rápido. são apenas sensações que tive em uns 5 minutos
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