quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Armaduras, ervas e transas

Em algum momento, a máscara cai (Não... não a máscara, vê-se máscara como algo proposital, e o que caiu não foi proposital. A barreira, a armadura, o muro... tantas opções de metáforas! Usemos a armadura então, pois me parece convir mais com a circunstância).





Em algum momento, a gente descobre que a armadura não estava ali. A gente descobre que a armadura dela era tão superficial, que era quase um filtro ao contrário: de dentro pra fora. Filtrava o que vinha de dentro, impedindo qualquer demonstração ao exterior. E assim todos em volta criaram a imagem de uma armadura.

A menina invencível... Muitas vezes, ser como ela era nosso objetivo. Forte, fria... Não que ela não seja forte, mesmo vencível é mais forte que o comum! E fria? Nem um pouco. Ardia, arde, arde tanto e tanto adora arder que quer marcar sua ardência na virilha, pra no futuro, não se esquecer de arder, ou então não se esquecer o quanto já ardeu.

Esse fogo todo foi seu ponto forte e seu ponto fraco, talvez por ter sido sua marca. Ele a levava ao que queria, mas sua pseudo-força, por ser pseudo, fazia-a ser atingida por aquele que a considerava invulnerável - aquele que ela queria.

Então, a armadura caiu. Foi mais um caso, apenas 3 ou 4 dias de maconha e sexo. Ela, como sempre, fria (o que ninguém sabia - nem sequer imaginava - é que ardeu mais que o comum dessa vez). Ele, querendo calor, transformou o que poderia ter sido algo mais em apenas 3 ou 4 dias de maconha e sexo. Ela errou, e já descobriu. Desabou, se recompôs e aprendeu lições e tanto.

Ele errou. Mas ainda não descobriu.

Para G. M., de todo coração, de quem te conheceu além da armadura.

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