segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Toda alma humana tem uma potência. A potência do ser é tão constitutiva quanto a essência (afinal sem elas, um ser não é) e, segundo Espinosa, a diferença entre ambas é muito sutil, mas existe. Relações humanas podem contribuir ou não para a potência substancial de alguém. Simplificando, pessoas à sua volta acrescentam coisas boas ou ruins em você, aumentando ou diminuindo sua potência de agir e ser.

Em 2011 eu conheci o conceito de potência e, instintivamente (eu só percebi o que estava fazendo quando já tinha começado a fazê-lo), me vi trabalhando arduamente pra manter apenas relações humanas que inflassem a minha potência. Modéstia à parte, fiz um bom trabalho. Não saí por aí cerceando quem não me acrescentava nada (porque esses, afinal, podem um dia passar a acrescentar), eliminei apenas aqueles que diminuíam a minha potência de ser. 
Percebo que o jeito escolhido para inflar minha potência me levou a tomar atitudes muitas vezes frias, egoístas e milimetricamente calculadas. Mas foram atitudes purificadoras pro meu ser e por isso me mantenho bem longe de arrependimentos. Foram conquistas internas (fins) que justificaram as situações externas desagradáveis (meios). 

só uma rápida reflexão sobre o que se passou
ps. tudo isso pra, hoje, me ver de novo atrapalhando minha potência

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